O mundo dos negócios mudou. Isto não é nenhuma novidade. O perfil de muitos profissionais, da mesma forma, também se modificou, adaptando-se a estas mudanças. Claro que, em especial, e por uma lógica questão de sobrevivência, foram aqueles que participam diretamente do mundo corporativo, os primeiros a anuir com as novidades que se apresentaram. Os advogados resistiram muito a tais mudanças, acreditando estarem impedidos, ou protegidos, por um arcaico sistema de regras relativas à conduta ética. A realidade não se preocupa com picuinhas, muito menos aguarda o resultado das inúmeras discussões que cercam o tema, e que podem ser resumidas em uma essencial: O advogado pode ou não, se transformar em empresa jurídica? A resposta é, indubitavelmente, única: Ele deve se transformar, sob pena de não sobreviver aos novos tempos e, especialmente, àqueles que virão. Uma mudança desta estirpe, não quer dizer, como muitos entendem, ou pretendem fazer crer, que o profissional vá se tornar uma máquina comercial a vender processos, ou realizar promoções, do tipo: “Dois Divórcios pelo preço de um”. Estar em sintonia com os novos tempos significa assegurar sua participação no mercado, e crescer junto com todos os outros setores